terça-feira, 25 de novembro de 2008

A PARTÍCULA DE DEUS E A TEOSOFIA


A Teosofia nos conduz à investigação e nos liberta da fé cega que aprisiona a mente e é a causa do sofrimento humano.

Em seu livro "A sabedoria antiga", a escritora e ex-presidente da Sociedade Teosófica, Annie Besant ( 1847-1933 ), explica que "...a Fonte da qual um Universo procede é um Ser Divino manifestado...é nas potencialidades envolvidas no espírito-matéria do mundo físico que jaz a possibilidade de evolução. O processo todo é de um desabrochar, que parte do interior e que é ajudado por seres inteligentes do exterior..."

A evolução segundo a autora pode ser compreendida com uma única frase: " são potencialidades latentes tornando-se poderes ativos".

Annie Besant coloca em seu livro que a evolução da forma é a segunda grande onda de evolução e que a terceira seria a evolução da autoconsciência.

A constituição dos objetos existentes no plano físico apresenta uma gigantesca variedade de elementos. Estes elementos podem existir numa condição sólida, líquida e gasosa.

E é neste ponto que a Sabedoria Antiga nos instiga a ir mais longe na investigação. A autora nos revela que existe uma quarta condição, além das anteriores que seria denominada "éter". Usemos como exemplo o átomo de oxigênio que poderia ser levado da condição gasosa através de mais quatro estágios etéricos. Besant afirma que "...o último dos quais consiste do átomo físico ultérrimo, onde a desintegração desse átomo ao mesmo tempo retira a matéria do plano físico, passando-a ao plano imediatamente acima". E completa "...a estrutura do átomo físico ultérrimo é a mesma para todos, e que a diversidade dos elementos é devida à variedade de modos como se combinam esses átomos físicos ultérrimos". A investigação teosófica mostra então que a sétima subdivisão do espírito-matéria físico é composta de partículas homogêneas.

A ciência se aproxima de uma novo salto e promete um boom no conhecimento humano. A promessa se baseia nas experiências que se mostram possíveis com o LHC que é uma sigla para "Large Hadron Collider", ou gigantesco colisor de prótons. No site INOVAÇÃO TECNOLÓGICA a reportagem afirma que: " O maior interesse dos cientistas é descobrir o Bóson de Higgs, a única peça que falta para montar o quebra-cabeças que explicaria a "materialidade" do nosso universo. Por muito tempo se acreditou que os átomos fossem a unidade indivisível da matéria. Depois, os cientistas descobriram que o próprio átomo era resultado da interação de partículas ainda mais fundamentais. E eles foram descobrindo essas partículas uma a uma. Entre quarks e léptons, férmions e bósons, são 16 partículas fundamentais: 12 partículas de matéria e 4 partículas portadoras de força...O problema é que, quando consideradas individualmente, nenhuma dessas partículas tem massa. Ou seja, depois de todos os avanços científicos, ainda não sabemos o que dá "materialidade" ao nosso mundo. O Modelo Padrão, a teoria básica da Física que explica a interação de todas as partículas subatômicas, coloca todas as fichas no Bóson de Higgs, a partícula fundamental que explicaria como a massa se expressa nesse mar de energias. É por isso que os cientistas a chamam de "Partícula de Deus".


Continuaremos este estudo nas próximas reuniões do Grupo teosófico Uniconsciência.



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